Fonte: Jornal a Verdade (4.Nov.2010) - Desigualdades do género agravam-se em Moçambique e 17 países africanos
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Gilberto Macuácua Harilal é um Activista Social focado no Engajamento de Homens e Rapazes na Promoção da Igualdade de Género, SDSR e combate a VBG. Possui uma vasta experiência em Comunicação para a Mudança Social de Comportamento, Mobilização Social, Desenvolvimento de Capacidades e Advocacia.
O Sr. Macuácua Harilal é um conhecido Apresentador de TV na TVM, Fundador da iniciativa Homem que é Homem (HQH Produção e Serviços), Fundador do Instituto Para a Promoção do Desenvolvimento Social (IPDS) e Co fundador da Rede HOPEM (Homens Pela Mudança).
Está a investigar a relação entre as Masculinidades e direitos humanos das mulheres em Moçambique.
Ele é o Autor e Líder das Campanhas #VamosLaCombinar, #Istoeserhomemtambem e #foradacaixamoz.
O seu trabalho no combate à violência contra as mulheres e na promoção da igualdade de género, é reconhecido por instituições como o Departamento de Estado dos Estados Unidos - Bureau of Educational and Cultural Affair, Gender Links a Southern African NGO, com sede em Joanesburgo, África do Sul, Governo da Cidade de Pensacola, Florida, EUA, que o presenteou com o certificado de cidadania como cidadão honorário da Cidade de Pensacola, entre outros.
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OLHA EM AFRICA, MUITOS HOMENS FORAM EDUCADOS QUE ELES SAO OS "MULUMUZANAS", PORISSO, NAO SERA FACIL COMBATER ISSO, ATE ONTEM DESCUTI MUITO COM UM SENHOR DE INHAMBANE POR CAUSA DISSO.
ResponderExcluirÉ engrassado quando dizemos que os homens africanos forame educados para serem violentos, no entanto porque será que o maior indice de violência é dos homens contra as mulheres e não dos homens em geral com relação a qualquer pessoa? Seja homem ou mulher, estranho ou conhecido??!!
ResponderExcluirEssa questão fez lembrar-me de algumas situações que vive particularmente na minha vida profissional.
Uma delas tem a ver com uma formação que dei a um grupo de activistas em machaze, Provincia de Manica. Foi interessante ver como inicialmente os homens justificavam a violência no facto de terem lobolado as suas mulheres. Quando questionados sobre a simbologia do lobolo, referiram-se as expectativas relacionada com os papeis de genero, particularmente a divisão sexual do trabalho. Porque espera-se que a mulher cozinhe, se o almoço não está pronto a horas, o marido pode recorrer a violência para que a mulher não volte a fazer. NO entanto quando questionados se o marido não trouxesse o dinheiro para comprar os ingredientes para a mulher cozinhar, se a mesma poderia recorrer a violência como forma de manifestar a sua frustração (????) pairaram pelo ar. Foi interessante ver como a aplicação do lobolo como legitimada justificação não era tão linear assim! Se o principio é de que ambos têm expectativas em que momento e com que base se definiu que só quando a frustração é masculina há legitimidade para se recorrer a violência contra a mulher?
Sem saida, recorreram ao facto de por natureza o homem ser o ser mais forte e por isso pode recorrer a violência e aplicá-la ao ser inferior que é a mulher. Foi interessante partilhar com este grupo uma outra historia e experiência que tive na minha vida profissional em que um marido que sistematicamente abusava fisica e psicologicamente a sua mulher foi vitima de violência por parte de outro homem numa briga no bar. O marido foi encaminhado a casa onde a sua mulher cuidou dele e de seguida foi ao bar ajustar contas com o homem que havia violentado o seu marido. Semana depois de ter recuperado o marido vai ao bar onde é informado que a sua mulher (ser mais fraco e ao qual le violentava), havia ido ao bar e tinha violentado o homem que o havia violentado. Moral da história, de fraca a mulher só tinha o nome. Desde esse dia o marido nunca mais bateu na mulher.
Fico satisfeita quando usamos o termos dificil a mudança de comportamento mas não IMPOSSÍVEL!!
Vamos juntos nos unirmos partilhando argumentos e dando exemplos positivos que reflictam e contribuam para a erradicação deste mal que tem impactos e consequências na vida individual, familiar, e na sociedade em geral.
Se achamos o racismo injusto, porque achamos a violência legítima se num caso usamos a cor da pele para descriminar e no outro a sexo??!!
Bem hajam