IIª CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE A MULHER E GÉNERO
IIª CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE A MULHER E GÉNERO
Nos dias 4 e 5 de Novembro de 2010, decorreu na Cidade de Maputo a IIª Conferência Nacional Sobre a Mulher e Género com o lema: “Unidos pela Justiça Social, Igualdade de Género e Empoderamento Sócio-Económico”
Dentre vários actores nesta área, a Rede HOPEM (Homens Pela Mudaça) foi uma das convidadas a participar e apresentar a sua experiência de trabalho no Envolvimento de Homens e Rapazes para o Alcance da Igualdade de Género.
HOPEM é uma rede composta por organizações nacionais e internacionais da Sociedade Civil em Moçambique, e trabalha em prol dos direitos de homens, mulheres e crianças.
Esta rede pretende engajar homens no questionamento de formas prejudiciais de masculinidade e alcance da igualdade género através de acções de advocacia, estabelecimento de parcerias, capacitação e consciencialização.
Pessoalmente, gostaria de congratular o Governo em especial o Ministério da Mulher e da Acção Social não só pela organização do evento, mas também, pelo facto de ter incluido na sua agenda a componente de Envolvimento de Homens e Rapazes. Este gesto, mostra que existe uma abertura do governo moçambicano em tornar efectivos todos os esforços que tem em vista a promoção da igualdade de género.
O desenvolvimento, em todas as suas esferas, passa necessariamente por um Moçambique onde homens e mulheres gozam dos mesmos direitos.
As relações sociais entre mulheres e homens, são chamadas Relações de Género, elas se desenvolvem dentro de um contexto específico, podem mudar e, muitas vezes mudam em resposta a alteração das condições económicas, políticas, sociais e ambientais em geral.
Portanto, este quadro remete-me a concluir que, os problemas decorrentes dos padrões de Género tais como a Violência Contra a Mulher, Saúde Sexual Sexual e Reprodutiva, dentre outros, não são exclusivamente problemas que dizem respeito às mulheres, mas também, aos homens.
Assim, os homens sendo parte do problema, devem ser também, parte da solução.
Uma das questões que se coloca actualmente, é a necessidade de se abordar a socialização masculina, práticas nocivas de masculinidade e o alto custo que implica para as familias e o Estado.
Na sua apresentação, a Rede HOPEM recomendou que devia-se:
Criar espaços e mecanismos educativos específicos para homens envolvidos em violência contra a mulher;
Envolver os homens como aliados e não apenas em uma perspectiva de culpabilização;
Integrar acções de engajamento masculino em um quadro de esforços pela igualdade de género mais abragente, incluindo parcerias com organizações que trabalham pelos direitos das mulheres;
Incluir mensagens sobre os benefícios da igualdade de género nas acções educativas direcionadas para os homens;
Desenvolver acções de mobilização comunitária inclusivas e que facilitam o diálogo sobre masculinidade.
Na minha opinião, este, foi um importantíssimo ponto de partida do governo moçambicano ao considerar na agenda desta conferência a componente de Envolvimento de Homens e Rapazes nas questões de género. É uma atitude louvável e espero que estas recomendações sejam tomadas em consideração daqui em diante.
Gostaria igualmente, de ver incluidos nos discursos e planos do governo a todos os níveis, questões sobre o Envolvimento de Homens e Rapazes na promoção da igualdade de género, justiça social e empoderamento sócio-económico em Moçambique.
Maputo, aos 06 de Novembro de 2010
Nos dias 4 e 5 de Novembro de 2010, decorreu na Cidade de Maputo a IIª Conferência Nacional Sobre a Mulher e Género com o lema: “Unidos pela Justiça Social, Igualdade de Género e Empoderamento Sócio-Económico”
Dentre vários actores nesta área, a Rede HOPEM (Homens Pela Mudaça) foi uma das convidadas a participar e apresentar a sua experiência de trabalho no Envolvimento de Homens e Rapazes para o Alcance da Igualdade de Género.
HOPEM é uma rede composta por organizações nacionais e internacionais da Sociedade Civil em Moçambique, e trabalha em prol dos direitos de homens, mulheres e crianças.
Esta rede pretende engajar homens no questionamento de formas prejudiciais de masculinidade e alcance da igualdade género através de acções de advocacia, estabelecimento de parcerias, capacitação e consciencialização.
Pessoalmente, gostaria de congratular o Governo em especial o Ministério da Mulher e da Acção Social não só pela organização do evento, mas também, pelo facto de ter incluido na sua agenda a componente de Envolvimento de Homens e Rapazes. Este gesto, mostra que existe uma abertura do governo moçambicano em tornar efectivos todos os esforços que tem em vista a promoção da igualdade de género.
O desenvolvimento, em todas as suas esferas, passa necessariamente por um Moçambique onde homens e mulheres gozam dos mesmos direitos.
As relações sociais entre mulheres e homens, são chamadas Relações de Género, elas se desenvolvem dentro de um contexto específico, podem mudar e, muitas vezes mudam em resposta a alteração das condições económicas, políticas, sociais e ambientais em geral.
Portanto, este quadro remete-me a concluir que, os problemas decorrentes dos padrões de Género tais como a Violência Contra a Mulher, Saúde Sexual Sexual e Reprodutiva, dentre outros, não são exclusivamente problemas que dizem respeito às mulheres, mas também, aos homens.
Assim, os homens sendo parte do problema, devem ser também, parte da solução.
Uma das questões que se coloca actualmente, é a necessidade de se abordar a socialização masculina, práticas nocivas de masculinidade e o alto custo que implica para as familias e o Estado.
Na sua apresentação, a Rede HOPEM recomendou que devia-se:
Criar espaços e mecanismos educativos específicos para homens envolvidos em violência contra a mulher;
Envolver os homens como aliados e não apenas em uma perspectiva de culpabilização;
Integrar acções de engajamento masculino em um quadro de esforços pela igualdade de género mais abragente, incluindo parcerias com organizações que trabalham pelos direitos das mulheres;
Incluir mensagens sobre os benefícios da igualdade de género nas acções educativas direcionadas para os homens;
Desenvolver acções de mobilização comunitária inclusivas e que facilitam o diálogo sobre masculinidade.
Na minha opinião, este, foi um importantíssimo ponto de partida do governo moçambicano ao considerar na agenda desta conferência a componente de Envolvimento de Homens e Rapazes nas questões de género. É uma atitude louvável e espero que estas recomendações sejam tomadas em consideração daqui em diante.
Gostaria igualmente, de ver incluidos nos discursos e planos do governo a todos os níveis, questões sobre o Envolvimento de Homens e Rapazes na promoção da igualdade de género, justiça social e empoderamento sócio-económico em Moçambique.
Maputo, aos 06 de Novembro de 2010
Alo Gilberto. Eu devo dizer andei despercebido deste evento. Mas acredito que foi mesmo uma mais valia no que respeita ao debate e a consciencializacao da nossa sociadade sobre o grave mal que e a violencia contra a mulher.
ResponderExcluirUm abraco e ate breve.
Arrissis Mudender
Já voltei: ao País, à net e ao tempo de comentar este artigo.
ResponderExcluirPor acaso acompanhei pela imprensa a organização deste evento pelo MMAS e logo lembrei-me deste lugar. Quero desde já manifestar os meus parabéns não só ao Governo neste caso, mas também a todos aqueles que, no mínimo, reflectem e abrem espaços públicos para falar sobre a problemática da desigualdade de género.
O que não concordo é que o Governo limite-se somente ao mínimo; ao mais fácil; ao mais mediadizado; ao básico. O Governo tem recursos (poder politico, financeiro, institucional, etc) para ir mais além de conferências.
A sociedade civil já se organiza em associações contra violencia contra mulher e contra toda a discriminação baseada no género e angaria apoios como pode.
O governo deve avançar vigorosamente criando políticas coerentes e concretas sobre esta matéria e institucionalizando práticas que efectivamente reflectem esse empenho (se é que há).
As nossas populações precisam de educação nesta matéria: seria bom vermos programas educativos sobre género incluidos nos programas de ensino desde o primário até ao superior, passando pelo sub sistema de educação de adultos.
Algumas pessoas precisam de entender porque é que a poligamia não é boa; porque é que casamento prematuro não é prática sã. Todos precisam entender como é que a violência doméstica destroi as pessoas e preverte a sociedade toda, etc, etc. É que o moçambicano comum vive no seu dia a dia com estas práticas e pode ser que achas normais. Aliás, algumas destas práticas são confundidas com manisfestações culturais. Temos que começar dai.
E mais do que o cidadão comum, organizado em associações da sociedade civil ou não, o Governo é que deve estabelecer o exemplo a seguir: Com conferências discursivas sim, mas acima de tudo, com actos concretos.
Billy Jr
Ola Gilberto
ResponderExcluirRealizamos a Conferencia, e levamos um grande desafio que e continuar a impulsionar a participacao dos homens em todo este processo! Contamos consigo
Cumprimentos
Ivete Alane - Ministerio da Mulher e da Accao Social
Boa iniciativa... precisamos de mais consciência de que almejamos a polís (de concepcão greco-romana?). Um dos objectivos/características de uma polís é o debate de ideias. Pelo que me ensina a História, o debate de ideias tem dificuldades de se inserir onde a insatisfacão estomacal está generalizada... Será que sabemos os pressupostos teóricos de mulher e género? Claro que sabemos, ainda que a níveis bem fragmentários e fragmentados, próprios de países provincianos e de mentalidade campesina, como Mocambique o é...
ResponderExcluirAbrs, Josué Bila
Bom dia Gilberto Macuacua.
ResponderExcluirObrigado mais uma vez, ja tenho visto os teus artigos no jornal Noticias com muita atencao e interesse. Estou muito grato por poder receber tambem por email. Assim poderei ler quantas vezes quiser e tambem dar ou fazer um comentario.
Abracao - CELSO DIAS