“Quando um homem espanca uma mulher, mais do que o seu corpo, o que ele espanca são ilusões, sonhos, projetos investidos na relação" - Fonte: http://araretamaumamulher.blogspot.com
“Quando um homem espanca uma mulher, mais do que o seu corpo, o que ele espanca são ilusões, sonhos, projetos investidos na relação. Quanto mais frágil, mais desprotegida e sem recursos é a mulher, mais ela conta com o marido como protetor, mais importância ela atribui à casa como um lugar seguro. Quando essa ‘ordem natural das coisas’ se rompe e o perigo passa a viver dentro de casa pela mãos do protetor, instala-se na mulher o pânico – com se o chão lhe fugisse debaixo dos pés. Sem protestos, sendo agredida, só lhe resta enfrentar sua própria situação, esquecer os heróis novelescos que prolongam os príncipes encantados da infância e enfrentar a vida real”.
A menina é educada tendo sempre como perspectiva de vida o casamento. Brinca de casinha e boneca, que representam desde a mais tenra infância, seu futuro lar e sues futuros filhos. Durante toda a sua adolescência ela vai sonhar com o príncipe encantado que a escolherá dentre todas as mulheres e a levará ao altar. Juntos, eles construirão um lar feliz e alegre. Ele a protegerá de todos os perigos. Na intimidade ele se revelará apaixonado, ardente. Seus beijos revelam seus desejos. Suas carícias despertam sua sexualidade não
suspeitada.
É um mundo de sonho e encantamento. Foi assim que ela aprendeu nos contos de fada. É assim que acontece nas novelas e será assim com ela também.
A menina encontra seu príncipe e o sonho parece que vai se transformar em realidade: festas, presentes, beijos, flores, carinho...
Mas um dia... nervoso com as agressões cotidianas, ele chega em casa e grita por qualquer coisa. Ela se cala e compreende – “afinal, ele está nervoso”. Depois ele implica com sua comida, grita com as crianças, briga porque a casa não está arrumada. E a chama de vagabunda. Ela engole seco. Doeu. Lágrimas escorrem e ela as esconde para não irritá-lo ainda mais.
Vagabunda ... essa palavra ressoa fundo. “O que está acontecendo? Tudo ia tão bem!? Foi nervosismo, não se pode levar muito a sério. Amanhã, quando acordar, ele voltará a ser o que era. Tenho que Ter paciência, afinal, ele é um pai tão bom! Nunca deixa faltar nada em casa...
Num outro dia, numa briga corriqueira por causa das crianças, ele lhe dá o primeiro tapa. Ela se assusta; e depois do primeiro muitos outros. O sonho começa a desmoronar...
Você já deve ter escutado, presenciado ou mesmo vivido uma história como essa; nesse momento, em algum lugar, ela deve estar se repetindo. Muito mais do que a história de uma mulher, é a história de muitas mulheres. É algo que elas têm em comum. Por que será que se repete em tantas vidas?
A menina é educada tendo sempre como perspectiva de vida o casamento. Brinca de casinha e boneca, que representam desde a mais tenra infância, seu futuro lar e sues futuros filhos. Durante toda a sua adolescência ela vai sonhar com o príncipe encantado que a escolherá dentre todas as mulheres e a levará ao altar. Juntos, eles construirão um lar feliz e alegre. Ele a protegerá de todos os perigos. Na intimidade ele se revelará apaixonado, ardente. Seus beijos revelam seus desejos. Suas carícias despertam sua sexualidade não
suspeitada.
É um mundo de sonho e encantamento. Foi assim que ela aprendeu nos contos de fada. É assim que acontece nas novelas e será assim com ela também.
A menina encontra seu príncipe e o sonho parece que vai se transformar em realidade: festas, presentes, beijos, flores, carinho...
Mas um dia... nervoso com as agressões cotidianas, ele chega em casa e grita por qualquer coisa. Ela se cala e compreende – “afinal, ele está nervoso”. Depois ele implica com sua comida, grita com as crianças, briga porque a casa não está arrumada. E a chama de vagabunda. Ela engole seco. Doeu. Lágrimas escorrem e ela as esconde para não irritá-lo ainda mais.
Vagabunda ... essa palavra ressoa fundo. “O que está acontecendo? Tudo ia tão bem!? Foi nervosismo, não se pode levar muito a sério. Amanhã, quando acordar, ele voltará a ser o que era. Tenho que Ter paciência, afinal, ele é um pai tão bom! Nunca deixa faltar nada em casa...
Num outro dia, numa briga corriqueira por causa das crianças, ele lhe dá o primeiro tapa. Ela se assusta; e depois do primeiro muitos outros. O sonho começa a desmoronar...
Você já deve ter escutado, presenciado ou mesmo vivido uma história como essa; nesse momento, em algum lugar, ela deve estar se repetindo. Muito mais do que a história de uma mulher, é a história de muitas mulheres. É algo que elas têm em comum. Por que será que se repete em tantas vidas?
Gostei do texto, me simpatiso com sua causa. Acho que este trencho abaixo devia ser difundido mais, pois obriga a refletir.
ResponderExcluirPasso a recitar “Quando um homem espanca uma mulher, mais do que o seu corpo, o que ele espanca são ilusões, sonhos, projetos investidos na relação”.
Força
o Texto Tocou me profundamente e sem duvida saberei usar e aproveitar . thanks
ResponderExcluirMargarida
Oi.
ResponderExcluirSabes que só agora fiz o remainder. És o Betto G músico? Por onde andas meu bro?
Abçs
Oi amigo,
ResponderExcluirGoste de verte na TV, programa de Gilberto
Um abraco
Jorge
Oi Gilberto!
ResponderExcluirObrigada pelos textos que me tem enviado a cerca da violência domestica.
Em jeito de reflexão, escrita as pressas diria:
Violência doméstica é uma árvore maldita dessas que não devemos só podar os ramos, mas arrancar toda ela pela raiz.
É o marido que espanca a mulher sem motivo visivel
é a mulher que maltratada pelo marido e pela vida abandona ou violenta os filhos
é a sogra que maltrata a nora porque acha que esta impede que o filho a sustente,
é a avó que porque não gosta da mãe dos netos então maltrata os seus próprios netos, filhos do seu filho ou seja sangue do seu sangue
é a cunhada que porque não recebe do irmão as "benenses" que acha que deste deveria receber e porque acha que a culpa é da esposa do irmão, então ela faz de tudo para destruir o lar do irmão sem se preocupar com os sobrinhos (é até capaz de aranjar uma amante para o irmão)
é o sogro que espanca a sogra e esta por sua vez acha que a nora também merece levar porada do filho
é o patrão/chefe que descarrega as suas frustrações violentando o empregado/subordinado este por sua vez descarrega a raiva sobre sua família
é o pai/padrasto/tio/avô/vizinho que violam sexualmente aquela criança que eles deveriam proteger
poderia listar uma série de situações que acabam em violência (os tais ramos da árvore maldita), mas
Se a mulher violentada pudesse não descarregar a sua raiva sobre o filho
Se a mãe/sogra pudesse educar o filho para nunca violentar a sua esposa/filhos
Se a cunhada pudesse apelar para o irmão nunca violentar a cunhada/sobrinhos
Se o empregado/subordinado pudesse não descaregar na família a raiva que tem do seu patrão/chefe
Se o respeito e amor ao próximo, se o amor próprio fossem cultivados a partir das nossas palhotas
isto só para citar alguns exemplos, podariamos os ramos da árvore e um dia acabariamos por arrancar-lhe a raiz
Violência domestica é um ciclo vicioso que parte não sei de onde mas vai se espalhando e destruindo a moral da sociedade. STOP VIOLÊNCIA.
ALO MACUACUA,
ResponderExcluirTENHO RECEBIDO SUAS MENSAGENS E JA CONSIGO ACEDER AO SEU SITE, CONTUDO ANDO MUITO OCUPADA QUE NÃO TENHO DADOP NENHUM RETORNO, ESPERO QUE ME PERDOE. mAS É UM SUCESSO TER HOMENS COMPROMETIDOS NS LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA SOBRETUDO A QUE É PARATICADA CONTRA A MULHER E A RAPARIGA. BOA NOITE.
“Comentando” o artigo de “uma mulher” e a “violência doméstica”, escrevi alguns pensamentos em: http://angelinaneves.blogspot.com/2010/12/comentando-o-artigo-de-uma-mulher.html
ResponderExcluirUm abraço
angelina
Ola Gilberto
ResponderExcluirGostei imenso desta carta, que veio a calhar não so com os 16 dias sem violencia, mas como tambem com a MARCHA MUNDIAL DA MUNDIAL, que ontem teve o seu apogeu. Infelizmente ando com muito trabalho que ja deveria estar pronto ha semanas, por isso não irei comentar nada.
Aprecio igualmente a sua luta contra a violencia e a desigualdade de genero. Seria possivel passar e repassar esse seu espirito de activismo para os homens do teu País?
Olga - Inhambane
Olá Gilberto
ResponderExcluirBonito este seu texto. Bom saber que, embora poucos, homens há (como o Gil) que defenden as mulheres contra a violencia dos seus parceiros.
Na verdade, como voce bem o afirma, espancar uma mulher vai além de espancar o corpo dela, como também é espancar os sonhos, as ilusoes, os projectos construídos durante uma relacao.
Eu, como crente, digo mais, o homem que espanca sua mulher, espanca a si mesmo, pois é da sua própria costela que a parceira foi feita.
Espero que mais vozes se levantem contra este mal.
Sem querer ser exaustiva, outro mal que devia ser eliminado é a violacao sexual de mulheres e criancas, bem como o incesto.
Pai viola filha; neto viola à avó. Onde é que estamos? Onde está o civismo?
Basta!
Sofia/Maputo
Um texto bem escrito e com muita verdade.
ResponderExcluirContinuem com este trabalho, muito ainda ha por se fazer
""A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser AMADA." - Diga não a violência doméstica."
ResponderExcluirAlvaro Gomes - Beira
refleti e gostei muito apesar da lei maria da penha so entra em ação quando as mulheres morrem é uma vergonha o homem covardes continua a souta por ai
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