“Quando um homem espanca uma mulher, mais do que o seu corpo, o que ele espanca são ilusões, sonhos, projetos investidos na relação. Quanto mais frágil, mais desprotegida e sem recursos é a mulher, mais ela conta com o marido como protetor, mais importância ela atribui à casa como um lugar seguro. Quando essa ‘ordem natural das coisas’ se rompe e o perigo passa a viver dentro de casa pela mãos do protetor, instala-se na mulher o pânico – com se o chão lhe fugisse debaixo dos pés. Sem protestos, sendo agredida, só lhe resta enfrentar sua própria situação, esquecer os heróis novelescos que prolongam os príncipes encantados da infância e enfrentar a vida real”. A menina é educada tendo sempre como perspectiva de vida o casamento. Brinca de casinha e boneca, que representam desde a mais tenra infância, seu futuro lar e sues futuros filhos. Durante toda a sua adolescência ela vai sonhar com o príncipe encantado que a escolherá ...